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Here's Johnny - The Shining

O cinema propicia momentos únicos. Daqueles que se recorda quando vamos na rua; quando estamos sentados num banco de jardim; quando damos voltas na cama e esperamos que o sono chegue; quando atravessamos uma longa recta na autoestrada; enfim, sempre que à mente se lhe propicie a evasão, e sempre que à evasão corresponda o intrépido e o, sempre presente, instinto de recordar 'aquela' cena, 'aquela frase' ou 'aquela' sequência. Não importa se são momentos de choque, de terror, de comédia, de suspense, de adrenalina, de espanto, de enternecimento, de repúdio, de revolta ou da mais pura satisfação. Importa sim honrar a memória do cinema e dos momentos que, cinéfila e emocionalmente falando, são inesquecíveis pela arte e pelo génio que encerram.

Vale a pena vasculhar o baú, vale a pena perder tempo a perscrutar onde foi que o cinema atingiu o auge da criatividade e da beleza. Faz bem saborear, mesmo estranhando à primeira, o que de melhor trazem os filmes: seja o "Heeeere's Johnny" de Nicholson, o "I love the smell of napalm in the morning", o (primeiro) "Bond, James Bond", só para dar alguns exemplos. Não importam os momentos. O importante mesmo é recordar e, com isso, aprender.

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Anónimo
Retrato de Anónimo
Muito alto o teu texto. Muito

Muito alto o teu texto. Muito bem conseguido. Neste primeiro comentário, o meu, acho que o cinema é isso mesmo. Quero-te deixar, o mais engraçado é a maneira sem tu saberes a razão, as luzes apagadas, se tem a tendência haver uma identificação sempre com o herói, o lado bom do personagem e nunca o vilão que em nós fica.