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Empatia muito forte com uma mulher
Viva! Recentemente criei uma empatia muito forte com uma mulher e vice-versa. Temos ambos 30 anos. Ela é linda e meio para o independente, tipo de mulher que tem um grupo fixo de amigas...! É minha colega de trabalho. Só nos conhecemos há 3 semanas. Desde início almoçámos algumas vezes juntos, olhava muito para mim (sobretudo nos olhos), sorriso nos lábios, ríamo-nos muito juntos, tocava-me por vezes, não evitava o meu toque, convidou-me para lanchar no apartamento dela (mais as amigas), procurava vir sempre para perto de mim nos intervalos de trabalho. Gosto muito da presença dela e segundo ela, vice-versa. Todos os sinais dela apontavam para "o clima".
Convidei-a para sair e ela levou uma amiga à última da hora, a melhor amiga...! Desvalorizei e levei na boa. Senti (se calhar erradamente), que deveria avançar e expor-lhe o meu interesse por ela, já que ela me parecia um pouco receosa/reticente, ou mesmo estando à espera que fizesse eu alguma coisa. Na conversa ela disse-me que de facto, para além da grande empatia e de gostar muito da minha companhia, não tem qualquer interesse em mim. Eu fui sincero, e revelei o meu.
Ela disse que já não era a primeira vez que lhe acontecia algo do género, mas que de facto não estava "à procura de homem". Para ser honesto, eu continuo a julgar que não houve assim tanta ingenuidade nas acções dela. Mas não interessa, o que interessa é que ela diz não ter interesse.
Eis a minha questão: - temos coisas combinadas (saídas em grupos de amigos, etc), temos de trabalhar juntos. Estou a pensar agir na boa, como se nada fosse, sem dar a mais, nem dar a menos. Nem se quer lhe volto a falar no assunto. Se ela quiser, sabe onde me encontrar.
Qual a vossa opinião? Acham que estou a pensar bem? Que me sugerem?
Obrigado por tudo,
Fábio
Caro Fábio, se há relação complicada é relação com colegas de trabalho. Não quero dizer que não seja possível, mas será sempre difícil estar constantemente com a mesma pessoa a toda a hora e em todo o lugar. Todo o ser humano necessita do seu espaço, da sua independência (nem que seja momentânea), e para além disso é tudo muito bonito quando está bem, mas quando algo corre mal não há para onde “fugir”.
No seu caso concreto existe esse problema, de facto, mas existe ainda um outro. O do jogo da sedução. Existem muitas mulheres que, simplesmente, gostam do jogo da sedução apenas por si. De concentrar as atenções, de se sentirem desejadas e queridas. Gostam de seduzir e ser seduzidas apenas pelo prazer e pela emoção de o fazer. Uma espécie de jogo platónico em que sabem que, mais tarde ou mais cedo, elas saem vencedoras. O homem também gosta desse jogo, não se iluda, mas nós temos sentido prático. E quando enveredamos por esses caminhos é porque temos um objectivo em mente. Não jogamos apenas pelo prazer de jogar. Jogamos para ganhar e para levar o “troféu” para casa.
A sua colega de trabalho pode ser desse género. E estar apenas a jogar consigo o jogo da sedução. Ou então não. Poderá estar a fazer-se difícil. Resta saber até onde vai o SEU jogo.
Se tiver paciência e quiser mostrar que também sabe jogar ao mesmo jogo, faça o mesmo. Seja atrevido, tenha um olhar fixo, faça surpresas, continue a cortejar. Mas tenha em mente que pode nunca sair vencedor desse jogo, afinal uma relação faz-se a dois e se um dos lados não quer, então, a coisa torna-se difícil. Não force muito a barra depois de ter levado uma resposta como a que relatou. Tente ser simpático, fazer tudo como antes e tenha mais atenção aos sinais que ela transmite. Se ela realmente não tiver o interesse, como disse, já sabe que dali não leva nada – o que quer dizer que terá de mudar de estratégia ou de parceira de jogo. Se começar a notar a vontade dela a vergar e o jogo a pender para o seu lado, não deixe fugir a oportunidade.
Será um jogo de paciência. E paciência é o que mais temos de ter para conquistar verdadeiramente uma mulher.
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Quando lutamos pelo que queremos e gostamos, nunca é uma batalha perdida.
Claro que concordo com a parte em que diz que um relacionamento com uma colega de trabalho é capaz de não dar bons resultados (sou completamente a favor dessa ideia), mas para ser franco se eu visse que era mesmo o que (ou melhor: QUEM) eu queria, também não teria duvidas em ir à luta.
As mulheres são bem mais tolerantes com os homens na homossexualidade e na bi-sexualidade. Aliás, já falei sobre isso com amigas minhas que confirmam mesmo isso: mais depressa "aceitam" (em termos estéticos) o envolvimento entre duas mulheres do que com dois homens. Algumas admitem mesmo que não se importariam de experimentar (ao que eu deixo bem assente que numa possibilidade de ser uma "festa" a três, também me mostro completamente -sublinho o "completamente"- disponível).
O que me parece é que a tua "donzela" ainda estará ferida do final da anterior relação, o que em parte explica esse comportamento de afirmação feminina.
Sinceramente? Se é ela quem queres...acho que tens de ir com calma, com a atitude que pareces demonstrar (sem parecer "desesperado" e com os pés na terra)e, aos poucos, a "coisa" vai lá.
É a minha opinião...
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Viva! Desde já obrigado pela vossa resposta.
Sim, ela parece estar habituada a ter homens atrás dela e sim, concordo que relações entre colegas de trabalho podem ser complicadas. Na verdade, tenho já várias experiências desse género. Algumas correram bem, outras correram mal.
Na conversa da "tampa", ela mencionou isso, a questão de sermos colegas de trabalho. Que não havia obrigatoriedade de nada poder existir entre nós, mas que era mais complicado. Desde essa conversa (já lá vai cerca de mês e meio), não lhe voltei a falar mais em nada disso. Apenas falou comigo, num almoço que estávamos juntos, em questão da infidelidades. Segundo pude apurar, ela há pouco tempo terá acabado um relacionamento que a marcou muito pela negativa. Noto nela uma necessidade muito grande de mostrar que não depende de homens. Tão grande, que muitas vezes chego a julgar que ela até poderá ser apreciadora de mulheres...!
Sim, pode parecer estranho, um mulherão daqueles ter essas atitudes, mas ela fala demais do que as mulheres têm de bom e de melhor relativamente aos homens. É extremamente tolerante com a homossexualidade, diz que vai a bares desse género para contactar com pessoas que assim são, até concordou comigo quando eu disse que as mulheres eram o melhor que o mundo tinha...! Penso que qualquer mulher "normal" diria que acharia os homens o melhor do mundo...! Parece que só falta ouvir da boca dela que ela "dá para os dois lados"...!
É estranho. Muito estranho. E o pior de tudo, é que eu continuo fascinado, atraído por ela, embora tenha a postura de estar na boa, brincar de vez em quando, mas também de a ignorar muitas vezes e mostrar indiferença. Enfim, nada de dizer que ela tem o poder.
Por um lado há esse fascínio, mas por outro já comecei a pensar para mim próprio que se calhar aquilo é terreno muito movediço e que o melhor é estar quieto...! Por um lado até queria muito ter um relacionamento com ela, mas a minha parte analítica e racional diz-me para eu fugir daquilo, a ver tamanha mixórdia de atitudes e opiniões da parte dela em relação à forma de estar na vida e nas relações.
O que acham?
Obrigado.
Abraço,
Fábio