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O Regresso dos Samurais

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As artes marciais acompanharam a vida de grande parte de nós, uns de forma mais ativa do que outros, e o cinema desempenhou um papel preponderante nesse sentido. Especialmente através de filmes encabeçados pelo lendário Bruce Lee, cuja morte se encontra, ainda, envolta de algum mistério, sendo alvo até das mais estranhas teorias da conspiração, a verdade é que todos nós sonhámos, um dia, poder dominar as artes marciais tal como os artistas que víamos e seguíamos no grande ecrã.

O mesmo se passa com os samurais, onde para além da arte e mestria de combate que possuem, todo o ambiente e cultura em torno da sua história parecem chamar-nos com uma tamanha força, que somos quase compelidos a absorver toda a sua mensagem e história, sem interrupções. Ora, mais uma vez, o cinema procura explorar isto, lançando 13 Assassinos, de Takashi Miike, sobre o qual fiquei, imediatamente, siderado, ansioso pela possibilidade de assistir a um filme que quase nos transporta para aquela época e que, ao mesmo tempo, nos faz regressar à nossa juventude, onde nós, muitas vezes na companhia dos nossos pais, deliciávamo-nos com a arte e mestria que inundavam o ecrã das televisões lá da nossa casa.

Este novo filme, parece-nos querer recordar a fantástica obra de Akira Kurosawa, Os Sete Samurais, de 1954, amplamente reconhecido como um dos filmes míticos na retratação daquela época histórica do Império Japonês. Neste filme, sete samurais juntam-se para defender uma pobre aldeia de camponeses de um assalto violento de grupo de bandidos. Conhecidos pelos altos valores que os regem, o fim do confronto só pode significar duas coisas para um samurai, a vitória, ou a morte. Esta fórmula mágica parece ser recuperada, agora, mais de meio século depois, com este novo filme, onde é retratada a história de 13 indivíduos que se juntam para acabar com a vida de um temível Senhor da Guerra, que ameaça o futuro do país.

Numa altura onde na nossa sociedade é apontada uma crise de valores, estas obras cinematográficas ajudam-nos a relembrar essas preocupações. Surgem como um novo fôlego, não só da indústria cinematográfica, nomeadamente japonesa, assim como de um ambiente histórico e cultural que, na minha opinião, deverão ser preservados.

Artigo por: João Vítor Redondo

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